domingo, 23 de julho de 2017

Liberdade Religiosa

Frente as múltiplas religiões que existem em nosso planeta, cada pessoa precisa ter a liberdade de escolher aquela que mais se identifique e que lhe faça bem.
A partir do momento que procuro impor minha religião para outra pessoa, estou ferindo o direito de liberdade religiosa dela.
Deixar com que o outro escolha sua religião é nossa obrigação, pois não podemos decidir por ninguém.
Atualmente vivemos tempos difíceis no qual a violência assola grande parte da humanidade. No oriente médio ficamos assustados ao saber e ver as desgraças que os muçulmanos radicias fazem, verdadeiros atos de terrorismo que estão embasados em suas crenças. Não podemos generalizar acusando todos muçulmanos de compactuarem com o que esses extremistas fazem, mas devemos reprovar toda ideia e pensamento de ódio.
No ocidente, vemos Evangélicos extremistas querendo impor sua fé a todos e por conta disso interferindo no livre arbítrio de tantos que pensam e creem diferente deles.
Esta semana vimos se desenhar no nosso querido Brasil um cenário de pura intolerância religiosa, onde um terreiro de candomblé está sendo privado de realizar seus cultos e tendo que seguir algumas regras e limites imposto por uma justiça que aparenta ser cega para a própria constituição. Este terreiro só pode realizar seus cultos dias de quarta-feira e em apenas um sábado no mês, com o detalhe de só poder usar um atabaque. Absurdo! Em pleno século XXI termos que assistir a isso.
http://justificando.cartacapital.com.br/2017/07/20/justica-impoe-regras-para-cultos-de-candomble-em-mg/

Cito apenas essas duas religiões, mas não as comparo, porém é importante percebermos que todo ato de desamor nos afasta do Criador.

O respeito deve estar acima de suas crenças. Se cada pessoa procurasse praticar a empatia, se colocando no lugar do outro, de certo que viveríamos numa sociedade mais pacifica.
Não consigo entender o motivo que motivam certos grupos religiosos a invadirem os espaços de outros para praticar insanidades, desrespeitando a fé alheia.

Venho aqui, através deste blog que criei com a intenção de relatar minhas experiências nos diversos caminhos a Deus, chamados de religiões, pedir mais paz, mais amor, mais respeito e acima de tudo mais liberdade e tolerância religiosa!

Muita paz!
José Assis

domingo, 9 de julho de 2017

Deeksha - Bênção da Unidade

Olá, querido(a) leitor(a)!

Faz um tempo que não posto nada no blog, mas hoje estou voltando a publicar porque tive uma experiência bem legal com uma técnica/prática chamada Deeksha.

Deeksha é uma técnica de transmissão de energia através da imposição das mãos. Surgiu na Índia através de Sri Amma e Sri Bhagavan. Para saber mais sobre a Deeksha, CLIQUE AQUI!

Este blog é um blog de religião. O Deeksha não é uma religião, mas como é uma pratica espiritualista, vou descrever como foi a experiência.

O local se chama "Recanto do Ser" e foi no dia 27 de junho de 2017. O Recanto do Ser fica localizado na rua Costa Pinto, número 119, bairro Encruzilhada, Recife/PE.
A roda (como chamam as sessões) começou às 19h30. O ambiente é super agradável, com música de fundo instrumental, sons da natureza, músicas para relaxar, incenso acesso... As pessoas chegavam e já tiravam os sapatos. Fiz o mesmo, claro.

Entramos em uma sala, com cadeiras, um tapete ao centro, um altar no canto da parede e duas mulheres conduziram toda a sessão.

Primeiro explicaram o que é o Deeksha;
Segundo leram um texto de reflexão, que falava sobre a importância de nos conectar com o Aqui e o Agora.
Terceiro soltaram o som de um mantra, que é bem conhecido "OM" e fizemos uma meditação de 30 minutos.
Após a meditação, falaram sobre a "Intenção", que no caso seria você fazer um pedido a Deus e a Deeksha iria atuar na realização, após essa "Intenção" começou a aplicação do Deeksha.


Você ficava sentado na cadeira, com a coluna ereta, de olhos fechados se concentrando, a pessoa que ministrava a benção do Deeksha ficava na sua frente em pé, fazia uma imposição de mãos sobre sua cabeça que durava em torno de 6 a 10 minutos e depois se dirigia a pessoa ao lado. Pronto, você tinha acabado de receber a Deeksha. Logo após o recebimento desta benção, fomos convidados, quem quisesse, a deitar no tapete de "papo pra cima" para meditar. Eu deitei. Depois da Deeskha aplicada em todos os participantes, foi dado a oportunidade para cada um relatar como foi sua experiência e após isso todos se abraçaram e foram embora.

Opinião Pessoal

Achei bem agradável essa experiência, senti uma leveza e uma paz, creio ser devido ao silêncio do ambiente e a concentração. Não foi uma experiência que me desse vontade de repetir, mas foi interessante perceber mais uma vez que várias pessoas trabalham de diversas formas e maneiras para proporcionar bem estar a outros.

Página no Facebook do Recanto do Ser:
https://www.facebook.com/recantodoser/


Muita Paz,
José Assis

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Candomblé - Nação Xambá

Olá, querido(a) leitor(a)!
Tudo bem?

O relato de hoje é sobre uma visita que fiz a um terreiro de candomblé, da nação Xambá. A sua localização fica na Rua Severina Paraíso da Silva, 65 - Portão de Gelo, São Benedito - Olinda (PE).
O dia era um domingo de sol, 23 de abril de 2017 e a reunião começou às 16h.
A primeira regra era bem clara: Ninguém pode usar roupa preta; O homem deve se vestir de calça e a mulher de saia ou vestido abaixo do joelho.

O salão estava lotado. Mal eu cabia no ambiente, o calor era intenso, mas suportável. Fiquei perto da janela pra tentar sentir um vento fresco vindo de fora, mas foi difícil.

Apesar de bem arrumada, o salão principal era simples. Possuía bastantes imagens, quadros nas paredes, o chão estava com folhas de alguma planta, que não faço ideia de qual seja. 
O nome do babalorixá (pai de santo) é Ivo. Ele quem comandou boa parte da reunião daquele dia. O culto, ou toque - como é mais conhecido e chamado pelos devotos - era direcionado a Ogum e Odé.

O babalorixá deu alguns pequenos avisos e foi dado inicio ao toque. 
A ritualística não era difícil de entender. Eles cantavam o tempo todo músicas para os Orixás - entidades espirituais das religiões de matrizes africanas. Vi chamarem de "Louvação aos Orixás". Entendi que eles estavam louvando a cada entidade. Cada música era cantada ao som de atabaques e tambores e as letras das músicas eram em um idioma africano. Eu não fazia a menor ideia do que falavam, mas o público parecia entender, pois acompanhavam as músicas e todos cantavam juntos e em uníssono. Incrível. Todo um culto em uma língua sem ser o português. Lembrei da época colonial no Brasil e imaginei o padre rezando a missa em latim e as pessoas atrás sem entender. Lá estava eu sem entender uma virgula do que era falado.

Como o culto era dedicado a Ogum e Odé, os primeiros Orixás a receberem louvor foram eles. Primeiro Ogum, depois Odé. Primeiro, o pai de santo chamou todos os filhos e filhas de Ogum para o meio do salão, cada um se abaixou, colocou a mão no chão e pareciam ficar concentrados. Começaram todos a cantar e alguns daqueles filhos e filhas do santo (orixá Ogum) começaram a receber (incorporar) as entidades. Outros irmãos tiravam as correntes, pulseiras, anéis, etc da pessoa que estava recebendo o santo e após isso a entidade ficava livre para se manifestar. Quando incorporavam eles dançavam freneticamente, de forma bastante abrupta. A entidade cumprimentava várias pessoas que lá estavam. Percebi que os Orixás que estavam incorporados não falavam português. A maioria gritava, grunhia, falava uma ou outra palavra em um dialeto desconhecido para mim. Acredito que tenha durado de 15 a 20 minutos cantando para cada um desses dois principais Orixás - Ogum e Odé.

Após os dois principais receberem louvor, fez-se um circulo com os filhos e filhas de santo e começaram a cantar a cada Orixá de seu panteão, que no total são 14. E assim que cantavam, as entidades iam se manifestando nos fiéis. A reunião acabou por volta das 21h. Um total de aproximadamente 5h de culto.


Já perto do final, chamavam as pessoas para se alimentarem. Numa outra sala. Onde tinha bolo, salgados, munguzá, refrigerante, etc. Eu não comi nada. Não estava interessado.

Após o fim do culto, deixei o salão e retornei ao meu lar.

Para quem quiser conhecer a interessante história do Xangô Nação Xambá só é assistir o documentário abaixo:


Para quem tem interesse segue o link do site deles: http://www.xamba.com.br/

Opinião Pessoal

Daria pra falar vários outros detalhes da reunião, mas não são fundamentais.
Em resumo, o culto era o tempo todo com música, as entidades se manifestando, com dança e cantoria. Apenas isso.
Particularmente, achei bastante cansativo. Fiquei em pé o tempo todo sem ter onde me sentar. Não entendia a linguagem deles. Não aprendi nada que pudesse me ajudar no processo de melhoria, de reforma íntima. Mas fiquei feliz em ver o tamanho da fé que aquelas pessoas tinham.
Respeito muito toda manifestação de fé desde que não faça mal a alguém.
Pretendo em outro momento retornar afim de ter uma segunda experiência e aí relato aqui no blog novamente.

Muita paz,
José Assis

domingo, 30 de abril de 2017

Santo Daime - Trabalho de Bailado - ICEFLU

Olá, querido(a) leitor(a)!
Tudo bem?

Hoje trago a minha segunda experiência com o Daime.
Aconteceu dia 13 de abril de 2017, foi o trabalho de Semana Santa. A reunião começou por volta das 20h, no mesmo local, na Igreja do Culto Eclético da Fluente Luz Universal (ICEFLU), em São Lourenço da Mata/PE.

Encontrei as mesmas pessoas e uma ou outra que não estava no trabalho anterior que eu tinha participado.
Esperei esse trabalho com ansiedade, pois era de bailado e bem especial, pelo menos foi a impressão que tive decorrente do que os outros falavam. A duração do trabalho foi de no total 9h, dentro dessas nove horas, duas foram de intervalo para descanso.

A reunião começou com todos tomando a primeira dose de Daime e em seguida rezando o terço.
Após o terço, começamos a cantar os hinários. Todo o trabalho aconteceu em pé, dançando, dois passinhos pra cá e dois passinhos pra lá.

Passou mais de 1 hora de trabalho e o Daime ainda não tinha sentido nenhum efeito
. Continuava cantando e dançando. Até que chegou a hora de tomar a segunda dose. Tomei. Continuei a bailar (dois passinhos pra cá e dois pra lá).

A partir daí o Daime começou a fazer efeito. A minha experiência desse dia foi totalmente diferente da primeira vez. Comecei a ver luzes e imagens psicodélicas, via a calda de um pavão super colorido e de repente as luzes se irradiando. Via vários pontinhos coloridos.
Nesse momento o que eu pensava era que não queria ver isso, pois não estava me trazendo nenhum aprendizado, apenas sensações e se fosse para só ter sensações, não gostaria de estar ali.
Tomei a terceira dose do Daime. Estava surpreso por não ter vomitado ainda, pois da primeira vez, na segunda dose do Daime já coloquei pra fora, não tinha aguentado. Dessa vez estava tranquilo. Porém, após ingerir a terceira dose, tive muitos enjoos e ânsias de vômito. Mas dava pra segurar.

Deixei de ver as luzes e imagens psicodélicas, E aí comecei a vivenciar uma experiência espiritual, sutil, mas interessante. Via a presença de alguns espíritos ao meu redor e em especial um espírito que o rotulam como "preto-velho". Essa entidade estava ao meu lado e me acompanhava naquela madrugada a dentro. Eu estava muito consciente de tudo, em nenhum momento perdi minha consciência.

Foi dado um intervalo para descanso de 2 horas. Nesse tempo fiquei sentado descansando, pois já estava sentindo o cansaço do corpo, de tanto ficar em pé e dançando.

Quando você está participando do Daime, e caso se sinta mal e queira sair pro lado de fora da igreja, pra sentar um pouco, respirar, ou algo do tipo, os fiscais não deixam você ficar muito tempo fora e ficam insistindo para que entre dentro da corrente (dentro do salão).

Voltamos ao bailado.
Tomei a quarta dose do Daime.
Um gosto muito amargo da bebida e o cheiro horrível.
Voltei a bailar.
As ânsias de vômito aumentaram, não estava conseguindo suportar mais. Saí do salão, fiquei no quintal da igreja, me encostei em uma árvore e comecei a vomitar. Foi horrível. A partir desse momento, não parou os enjoos.
Mesmo passando mal, os fiscais não deixavam você ficar muito tempo fora do salão e nem muito menos sentado. Era obrigado a entrar.
Voltei para a corrente.
Dançava. Os pés doiam. O corpo estava cansado.
Já tinha se transcorrido mais de 6 horas de trabalho.
Depois de um tempo, vieram com a quinta dose do Daime. Não tomei.
Estava muito enjoado, já tinha vomitado, o tempo todo estava com ânsias e náuseas. Não iria aguentar tomar outra dose e assim o fiz. Não tomei.

Os trabalhos acabaram por volta das 5h da manhã.

Leia como foi a minha primeira experiência com o Daime, CLIQUE AQUI!


Opinião Pessoal

Só não me arrependi de ter ido, porque precisava conhecer como era o trabalho de bailado, mas não recomendo a ninguém, por causa do cansaço. Um trabalho muito extenso, em pé, dançando, nem todo mundo aguenta e eu sou um desses que não aguentei. A experiência espiritual não compensou. Sobre a primeira vez que fui, o trabalho de concentração foi maravilhoso. Sentado. Tranquilo. Maravilhoso.
Porém o Daime é uma experiência para ampliar a consciência que com certeza nos ajuda com respostas e crescimento espiritual, mas o bailado... não irei mais.

Muita Paz,
José Assis.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Igreja Batista do Amor

Olá, querido(a) leitor(a)!

Tudo bem?

Pessoal, agora venho com uma novidade que é a de incluir no final das minhas postagens um tópico que vou chamar de "Opinião Pessoal" e nele vou falar o que achei, qual minha visão sobre a experiência e antes, no relato inicial, serei o mais impessoal possível. Legal, não é?!

A igreja que visitei fica na Av. Brasil, número 26, Maranguape 1, Paulista/Pernambuco.


A visita aconteceu dia 12/04/2017, quarta-feira, às 19h30.
A igreja Batista muita gente já conhece por se tratar de uma congregação antiga e bastante importante. A que eu fui se chama Igreja Batista do Amor, faz parte do movimento pentecostal.
O culto começou pontualmente, e foi iniciado com o pastor dando boa noite e chamando a todos de "igreja do amor". O púlpito era composto por uma banda e algumas cadeiras onde algumas pessoas ficavam. O culto acontece em um galpão que deve comportar mais de 2 mil pessoas facilmente.

Após o "boa noite"  inicial, foi pedido para que cada um abraçasse ao menos 7 pessoas, em seguida foi feito uma oração e logo após a banda começou a tocar e cantar. Lembrava muito um show, devido aos diversos efeitos das luzes e até gelo seco que estava sendo usado. Foram tocadas três músicas, as duas primeiras bem agitadas, onde todos pulavam, cantavam alto, batiam palmas, gritavam e dançavam. Era tudo muito alegre. A última música foi lenta, com o sentido de introspeção, aí as pessoas já se emocionavam e gritavam "Glória a Deus" e "Aleluias" o tempo quase todo.
O louvor foi com todos de pé.
O tempo de duração do louvor foi de aproximadamente 20 a 25 minutos, não mais que isso.
Logo após o termino, o pastor falou a respeito dos dízimos e ofertas, a necessidade de ser fiel a este principio para manter e ajudar no sustento e crescimento da igreja. Cantaram uma música bastante alegre a qual dizia "Dê e Deus te devolverá" e enquanto a música acontecia, as pessoas depositavam envelopes com seu dinheiro em urnas que estavam a disposição do público naquele momento.
Logo em seguida o pastor fez a apresentação do pregador da noite, que também é pastor.  Estávamos na verdade participando de um evento naquela igreja, chamado de "Semana da Ressurreição" em referência a semana santa e ressurreição de Jesus.


O pastor convidado assumiu o posto e iniciou sua pregação cantando uma música. 
O tema desenvolvido em toda sua pregação foi sobre arrependimento e perdão. Sua pregação durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos.
Quando ele terminou de pregar, pediu para que fechássemos os olhos e começou a orar sobre perdão, arrependimento, pecados, etc.

As pessoas começaram a se emocionar e choravam, automaticamente eramos condicionados a uma posição de autorreflexão e nos analisávamos intimamente sobre o que tínhamos feito de errado e o direcionamento dado através da oração do pastor era para que pedíssemos perdão e que era afirmado que Deus estava a perdoar cada um.

Pra finalizar, foi feito um apelo para aqueles que não são evangélicos, aceitarem a Jesus, ou seja, se converterem a religião evangélica.

Foi feito uma oração final e finalizado o culto.

Página do Facebook da Igreja Batista do Amor: CLIQUE AQUI!
Site Oficial da Igreja: http://www.igrejadoamor.com.br/ 

Opinião Pessoal

Interessante quando as religiões oferecem aos seus fieis a oportunidade de refletirem sobre aquilo que estão fazendo de errado e oferecem o perdão divino como conforto e consolo para aqueles que se culpam e carregam sentimentos tão ruins dentro de si.
Gostei do culto, já conhecia e sempre que posso dou uma passada por lá. Gosto muito do som, pois são músicos bem treinados e as mensagens sempre são positivas.
Quanto mais você se envolve, de mente aberta com a religião, mais experiências positivas você vai tendo, pois o que verdadeiramente é importante é extrair aquilo que pode te acrescentar e te fazer uma pessoa melhor.

Muita Paz,
José Assis.

Quem sou eu

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"As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?" Mahatma Gandhi