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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Jurema Preta - Enteógeno



Olá, tudo bem?

Hoje vou contar sobre minha experiência com uma planta considerada sagrada, a Jurema Preta(Mimosa Hostillis).
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Neste sábado (13.10.18) fui juntamente com duas amigas para uma reunião de um grupo chamado "Juremeiros Libertários", nada mais é que um grupo de pessoas desvinculado de religião, que se reúnem uma vez ao mês para consagrarem a Jurema.
O local do encontro foi no bairro de Mirueira, Paulista/PE.
Chegamos por volta das 21h no ponto de encontro que já tinha aproximadamente 15 pessoas reunidas. Ficamos por lá até às 23h e de lá fomos para um local ao ar livre, amplo, isolados do centro urbano, com nossas bagagens afim de viver essa experiência.

Chegando no local, coloquei meu colchonete no chão e deixei ao meu lado minha bolsa com água, frutas, lençol, travesseiro. Eu não sabia que seria ao ar livre, não levei barraca de acampamento, então internamente rezei para que não chovesse. E não choveu. O céu ficou sempre limpo e bastante estrelado.

Por volta das 00h30 o dirigente do encontro nos convidou a fazer um circulo, todos de mãos dadas. Assim fizemos. Ele entoou alguns hinos relativo a Jurema. Uma jovem passou com um defumador por cada um de nós. Senti aquela fumacinha gostosa do defumador (adoro aquele cheiro) e pensei positivo tentando atrair toda energia boa que por ali estivesse.Em seguida, rezamos um Pai Nosso.
 O dirigente explicou e tirou algumas dúvidas sobre a Jurema e após isso fizemos 2 filas. Uma fila só para quem iria consagrar pela primeira vez e outra fila para quem já tinha consagrado antes. Como eu nunca tinha experimentado a Jurema, fiquei na fila dos novatos junto com minhas duas amigas.
Não foi servido de imediato a Jurema, mas sim um chá de Arruda da Síria. Foi nos explicado que a Arruda da Síria iria quebrar alguma coisa (não lembro o que era) que temos dentro de nós que impede a absorção do DMT (principal ativo da Jurema que provoca as visões, etc). Com esse chá da Arruda iriamos absorver uma quantidade muito maior de DMT e nosso processo seria melhor e mais forte. Ok. Tomei e o gosto era horrível, porém eles deram um pedaço de fruta pra colocar na boca logo em seguida ao tomar o chá para poder tirar o gosto amargo do chá. Fiz isso. Assim que tomei, coloquei o pedaço de abacaxi na boca e foi ótimo. Tirou o gosto do chá na hora.

Depois que tomei o chá de Arruda da Síria fiquei no meu colchonete esperando a hora de tomar o chá da Jurema. Demorou cerca de meia hora para isso acontecer e nesse tempo não tive nenhuma sensação, sentimento, visão ou nada do tipo. Enquanto estava esperando a hora de tomar o chá da Jurema, o dirigente passou de um em um oferecendo mais uma dose do chá de Arruda da Síria alegando que estava fraco a potencia dele. Pelo que vi todos tomaram mais uma dose, eu preferi não tomar. Afinal de contas tenho uma sensibilidade muito grande, não queria arriscar perder o controle ou algo do tipo.

Finalmente o dirigente nos chamou para tomar/consagrar o chá da Jurema. Fomos no mesmo esquema de fila dupla.Tomei o chá e em seguida pus um pedaço de melão na boca. Tinha levado também uma pastilha e também coloquei na boca. O chá não tem um gosto bom, ele é amargo e trava na garganta, porém ainda acho o gosto da ayahuasca pior.

Decorrido 15 minutos aproximadamente senti um embrulho no estomago e vomitei. Todos vomitaram. É bem ruim essa parte. Após o vomito, fui para meu colchonete e esperei o efeito do chá.

Os efeitos
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Senti meu corpo ficando um pouco mais fraco e sensível. Comecei a ver um índio, pra ser mais exato um pajé que estava ao meu lado. Depois vieram luzes, caleidoscópios, na minha mente. A imagem de um tigre. Meditei mais um pouco e se iniciou um diálogo interno comigo mesmo. Me vinha a mente alguns aspectos de minha vida que precisavam de certos ajustes e recebia as informações em forma de conselhos. Eu não tinha o controle dos meus pensamentos. Era automático. Eles vinham, eu analisava, na maioria das vezes concordava e refletia a respeito do assunto que eles estavam abordando, porém eu conseguia ter espaço para questionar aquela força sobre o que ela estava falando ou tirar alguma dúvida a respeito daquele assunto. Interessante. A força não era continua. Ela batia, ia embora e depois voltava.

Não sei quanto tempo demorou os efeitos em mim, mas foi menos do que nos demais. Acredito que devido a eu não ter tomado a segunda dose do chá de Arruda da Síria. Daí então o que fiz foi acompanhar minhas amigas e ver o que estava se passando com os outros.
Um rapaz atrás de mim estava deitado no colchonete e chorava muito, assim também como ria hora ou outra. Outras pessoas também choravam, alguns estavam conversando com outras e assim foi a noite. A reunião durou até às 6h.

Considerações Finais - Opinião Pessoal

A experiência com o chá é única para cada pessoa. O que posso dizer é que vale muito a pena. Eu vejo como se existisse algum controle espiritual maior pelo fato de que cada pessoa recebe aquilo que está precisando no momento. Uma de minhas amigas, por exemplo, teve uma experiência profunda que está provocando a mudança de pensamentos e sentimentos dela para melhor. Lá ela conseguiu tirar algumas dúvidas e saiu com muito amor e fé no coração. Posso te garantir que mal não vai fazer a não ser a parte de ter que vomitar, mas isso é rápido e momentâneo. Fora isso, é só bençãos.
Existem muitos caminhos para se chegar a Deus e não vale a pena o julgamento sem ter a experiência necessária para formar uma opinião. Quando se sentir preparado(a), vá! Você só tem a ganhar.

Segue abaixo um vídeo de um relato de experiência com o chá da Jurema:
 


Muita Paz,
José Assis.

domingo, 23 de julho de 2017

Liberdade Religiosa

Frente as múltiplas religiões que existem em nosso planeta, cada pessoa precisa ter a liberdade de escolher aquela que mais se identifique e que lhe faça bem.
A partir do momento que procuro impor minha religião para outra pessoa, estou ferindo o direito de liberdade religiosa dela.
Deixar com que o outro escolha sua religião é nossa obrigação, pois não podemos decidir por ninguém.
Atualmente vivemos tempos difíceis no qual a violência assola grande parte da humanidade. No oriente médio ficamos assustados ao saber e ver as desgraças que os muçulmanos radicias fazem, verdadeiros atos de terrorismo que estão embasados em suas crenças. Não podemos generalizar acusando todos muçulmanos de compactuarem com o que esses extremistas fazem, mas devemos reprovar toda ideia e pensamento de ódio.
No ocidente, vemos Evangélicos extremistas querendo impor sua fé a todos e por conta disso interferindo no livre arbítrio de tantos que pensam e creem diferente deles.
Esta semana vimos se desenhar no nosso querido Brasil um cenário de pura intolerância religiosa, onde um terreiro de candomblé está sendo privado de realizar seus cultos e tendo que seguir algumas regras e limites imposto por uma justiça que aparenta ser cega para a própria constituição. Este terreiro só pode realizar seus cultos dias de quarta-feira e em apenas um sábado no mês, com o detalhe de só poder usar um atabaque. Absurdo! Em pleno século XXI termos que assistir a isso.
http://justificando.cartacapital.com.br/2017/07/20/justica-impoe-regras-para-cultos-de-candomble-em-mg/

Cito apenas essas duas religiões, mas não as comparo, porém é importante percebermos que todo ato de desamor nos afasta do Criador.

O respeito deve estar acima de suas crenças. Se cada pessoa procurasse praticar a empatia, se colocando no lugar do outro, de certo que viveríamos numa sociedade mais pacifica.
Não consigo entender o motivo que motivam certos grupos religiosos a invadirem os espaços de outros para praticar insanidades, desrespeitando a fé alheia.

Venho aqui, através deste blog que criei com a intenção de relatar minhas experiências nos diversos caminhos a Deus, chamados de religiões, pedir mais paz, mais amor, mais respeito e acima de tudo mais liberdade e tolerância religiosa!

Muita paz!
José Assis

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Candomblé - Nação Xambá

Olá, querido(a) leitor(a)!
Tudo bem?

O relato de hoje é sobre uma visita que fiz a um terreiro de candomblé, da nação Xambá. A sua localização fica na Rua Severina Paraíso da Silva, 65 - Portão de Gelo, São Benedito - Olinda (PE).
O dia era um domingo de sol, 23 de abril de 2017 e a reunião começou às 16h.
A primeira regra era bem clara: Ninguém pode usar roupa preta; O homem deve se vestir de calça e a mulher de saia ou vestido abaixo do joelho.

O salão estava lotado. Mal eu cabia no ambiente, o calor era intenso, mas suportável. Fiquei perto da janela pra tentar sentir um vento fresco vindo de fora, mas foi difícil.

Apesar de bem arrumada, o salão principal era simples. Possuía bastantes imagens, quadros nas paredes, o chão estava com folhas de alguma planta, que não faço ideia de qual seja. 
O nome do babalorixá (pai de santo) é Ivo. Ele quem comandou boa parte da reunião daquele dia. O culto, ou toque - como é mais conhecido e chamado pelos devotos - era direcionado a Ogum e Odé.

O babalorixá deu alguns pequenos avisos e foi dado inicio ao toque. 
A ritualística não era difícil de entender. Eles cantavam o tempo todo músicas para os Orixás - entidades espirituais das religiões de matrizes africanas. Vi chamarem de "Louvação aos Orixás". Entendi que eles estavam louvando a cada entidade. Cada música era cantada ao som de atabaques e tambores e as letras das músicas eram em um idioma africano. Eu não fazia a menor ideia do que falavam, mas o público parecia entender, pois acompanhavam as músicas e todos cantavam juntos e em uníssono. Incrível. Todo um culto em uma língua sem ser o português. Lembrei da época colonial no Brasil e imaginei o padre rezando a missa em latim e as pessoas atrás sem entender. Lá estava eu sem entender uma virgula do que era falado.

Como o culto era dedicado a Ogum e Odé, os primeiros Orixás a receberem louvor foram eles. Primeiro Ogum, depois Odé. Primeiro, o pai de santo chamou todos os filhos e filhas de Ogum para o meio do salão, cada um se abaixou, colocou a mão no chão e pareciam ficar concentrados. Começaram todos a cantar e alguns daqueles filhos e filhas do santo (orixá Ogum) começaram a receber (incorporar) as entidades. Outros irmãos tiravam as correntes, pulseiras, anéis, etc da pessoa que estava recebendo o santo e após isso a entidade ficava livre para se manifestar. Quando incorporavam eles dançavam freneticamente, de forma bastante abrupta. A entidade cumprimentava várias pessoas que lá estavam. Percebi que os Orixás que estavam incorporados não falavam português. A maioria gritava, grunhia, falava uma ou outra palavra em um dialeto desconhecido para mim. Acredito que tenha durado de 15 a 20 minutos cantando para cada um desses dois principais Orixás - Ogum e Odé.

Após os dois principais receberem louvor, fez-se um circulo com os filhos e filhas de santo e começaram a cantar a cada Orixá de seu panteão, que no total são 14. E assim que cantavam, as entidades iam se manifestando nos fiéis. A reunião acabou por volta das 21h. Um total de aproximadamente 5h de culto.


Já perto do final, chamavam as pessoas para se alimentarem. Numa outra sala. Onde tinha bolo, salgados, munguzá, refrigerante, etc. Eu não comi nada. Não estava interessado.

Após o fim do culto, deixei o salão e retornei ao meu lar.

Para quem quiser conhecer a interessante história do Xangô Nação Xambá só é assistir o documentário abaixo:


Para quem tem interesse segue o link do site deles: http://www.xamba.com.br/

Opinião Pessoal

Daria pra falar vários outros detalhes da reunião, mas não são fundamentais.
Em resumo, o culto era o tempo todo com música, as entidades se manifestando, com dança e cantoria. Apenas isso.
Particularmente, achei bastante cansativo. Fiquei em pé o tempo todo sem ter onde me sentar. Não entendia a linguagem deles. Não aprendi nada que pudesse me ajudar no processo de melhoria, de reforma íntima. Mas fiquei feliz em ver o tamanho da fé que aquelas pessoas tinham.
Respeito muito toda manifestação de fé desde que não faça mal a alguém.
Pretendo em outro momento retornar afim de ter uma segunda experiência e aí relato aqui no blog novamente.

Muita paz,
José Assis

domingo, 30 de abril de 2017

Santo Daime - Trabalho de Bailado - ICEFLU

Olá, querido(a) leitor(a)!
Tudo bem?

Hoje trago a minha segunda experiência com o Daime.
Aconteceu dia 13 de abril de 2017, foi o trabalho de Semana Santa. A reunião começou por volta das 20h, no mesmo local, na Igreja do Culto Eclético da Fluente Luz Universal (ICEFLU), em São Lourenço da Mata/PE.

Encontrei as mesmas pessoas e uma ou outra que não estava no trabalho anterior que eu tinha participado.
Esperei esse trabalho com ansiedade, pois era de bailado e bem especial, pelo menos foi a impressão que tive decorrente do que os outros falavam. A duração do trabalho foi de no total 9h, dentro dessas nove horas, duas foram de intervalo para descanso.

A reunião começou com todos tomando a primeira dose de Daime e em seguida rezando o terço.
Após o terço, começamos a cantar os hinários. Todo o trabalho aconteceu em pé, dançando, dois passinhos pra cá e dois passinhos pra lá.

Passou mais de 1 hora de trabalho e o Daime ainda não tinha sentido nenhum efeito
. Continuava cantando e dançando. Até que chegou a hora de tomar a segunda dose. Tomei. Continuei a bailar (dois passinhos pra cá e dois pra lá).

A partir daí o Daime começou a fazer efeito. A minha experiência desse dia foi totalmente diferente da primeira vez. Comecei a ver luzes e imagens psicodélicas, via a calda de um pavão super colorido e de repente as luzes se irradiando. Via vários pontinhos coloridos.
Nesse momento o que eu pensava era que não queria ver isso, pois não estava me trazendo nenhum aprendizado, apenas sensações e se fosse para só ter sensações, não gostaria de estar ali.
Tomei a terceira dose do Daime. Estava surpreso por não ter vomitado ainda, pois da primeira vez, na segunda dose do Daime já coloquei pra fora, não tinha aguentado. Dessa vez estava tranquilo. Porém, após ingerir a terceira dose, tive muitos enjoos e ânsias de vômito. Mas dava pra segurar.

Deixei de ver as luzes e imagens psicodélicas, E aí comecei a vivenciar uma experiência espiritual, sutil, mas interessante. Via a presença de alguns espíritos ao meu redor e em especial um espírito que o rotulam como "preto-velho". Essa entidade estava ao meu lado e me acompanhava naquela madrugada a dentro. Eu estava muito consciente de tudo, em nenhum momento perdi minha consciência.

Foi dado um intervalo para descanso de 2 horas. Nesse tempo fiquei sentado descansando, pois já estava sentindo o cansaço do corpo, de tanto ficar em pé e dançando.

Quando você está participando do Daime, e caso se sinta mal e queira sair pro lado de fora da igreja, pra sentar um pouco, respirar, ou algo do tipo, os fiscais não deixam você ficar muito tempo fora e ficam insistindo para que entre dentro da corrente (dentro do salão).

Voltamos ao bailado.
Tomei a quarta dose do Daime.
Um gosto muito amargo da bebida e o cheiro horrível.
Voltei a bailar.
As ânsias de vômito aumentaram, não estava conseguindo suportar mais. Saí do salão, fiquei no quintal da igreja, me encostei em uma árvore e comecei a vomitar. Foi horrível. A partir desse momento, não parou os enjoos.
Mesmo passando mal, os fiscais não deixavam você ficar muito tempo fora do salão e nem muito menos sentado. Era obrigado a entrar.
Voltei para a corrente.
Dançava. Os pés doiam. O corpo estava cansado.
Já tinha se transcorrido mais de 6 horas de trabalho.
Depois de um tempo, vieram com a quinta dose do Daime. Não tomei.
Estava muito enjoado, já tinha vomitado, o tempo todo estava com ânsias e náuseas. Não iria aguentar tomar outra dose e assim o fiz. Não tomei.

Os trabalhos acabaram por volta das 5h da manhã.

Leia como foi a minha primeira experiência com o Daime, CLIQUE AQUI!


Opinião Pessoal

Só não me arrependi de ter ido, porque precisava conhecer como era o trabalho de bailado, mas não recomendo a ninguém, por causa do cansaço. Um trabalho muito extenso, em pé, dançando, nem todo mundo aguenta e eu sou um desses que não aguentei. A experiência espiritual não compensou. Sobre a primeira vez que fui, o trabalho de concentração foi maravilhoso. Sentado. Tranquilo. Maravilhoso.
Porém o Daime é uma experiência para ampliar a consciência que com certeza nos ajuda com respostas e crescimento espiritual, mas o bailado... não irei mais.

Muita Paz,
José Assis.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Igreja Batista do Amor

Olá, querido(a) leitor(a)!

Tudo bem?

Pessoal, agora venho com uma novidade que é a de incluir no final das minhas postagens um tópico que vou chamar de "Opinião Pessoal" e nele vou falar o que achei, qual minha visão sobre a experiência e antes, no relato inicial, serei o mais impessoal possível. Legal, não é?!

A igreja que visitei fica na Av. Brasil, número 26, Maranguape 1, Paulista/Pernambuco.


A visita aconteceu dia 12/04/2017, quarta-feira, às 19h30.
A igreja Batista muita gente já conhece por se tratar de uma congregação antiga e bastante importante. A que eu fui se chama Igreja Batista do Amor, faz parte do movimento pentecostal.
O culto começou pontualmente, e foi iniciado com o pastor dando boa noite e chamando a todos de "igreja do amor". O púlpito era composto por uma banda e algumas cadeiras onde algumas pessoas ficavam. O culto acontece em um galpão que deve comportar mais de 2 mil pessoas facilmente.

Após o "boa noite"  inicial, foi pedido para que cada um abraçasse ao menos 7 pessoas, em seguida foi feito uma oração e logo após a banda começou a tocar e cantar. Lembrava muito um show, devido aos diversos efeitos das luzes e até gelo seco que estava sendo usado. Foram tocadas três músicas, as duas primeiras bem agitadas, onde todos pulavam, cantavam alto, batiam palmas, gritavam e dançavam. Era tudo muito alegre. A última música foi lenta, com o sentido de introspeção, aí as pessoas já se emocionavam e gritavam "Glória a Deus" e "Aleluias" o tempo quase todo.
O louvor foi com todos de pé.
O tempo de duração do louvor foi de aproximadamente 20 a 25 minutos, não mais que isso.
Logo após o termino, o pastor falou a respeito dos dízimos e ofertas, a necessidade de ser fiel a este principio para manter e ajudar no sustento e crescimento da igreja. Cantaram uma música bastante alegre a qual dizia "Dê e Deus te devolverá" e enquanto a música acontecia, as pessoas depositavam envelopes com seu dinheiro em urnas que estavam a disposição do público naquele momento.
Logo em seguida o pastor fez a apresentação do pregador da noite, que também é pastor.  Estávamos na verdade participando de um evento naquela igreja, chamado de "Semana da Ressurreição" em referência a semana santa e ressurreição de Jesus.


O pastor convidado assumiu o posto e iniciou sua pregação cantando uma música. 
O tema desenvolvido em toda sua pregação foi sobre arrependimento e perdão. Sua pregação durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos.
Quando ele terminou de pregar, pediu para que fechássemos os olhos e começou a orar sobre perdão, arrependimento, pecados, etc.

As pessoas começaram a se emocionar e choravam, automaticamente eramos condicionados a uma posição de autorreflexão e nos analisávamos intimamente sobre o que tínhamos feito de errado e o direcionamento dado através da oração do pastor era para que pedíssemos perdão e que era afirmado que Deus estava a perdoar cada um.

Pra finalizar, foi feito um apelo para aqueles que não são evangélicos, aceitarem a Jesus, ou seja, se converterem a religião evangélica.

Foi feito uma oração final e finalizado o culto.

Página do Facebook da Igreja Batista do Amor: CLIQUE AQUI!
Site Oficial da Igreja: http://www.igrejadoamor.com.br/ 

Opinião Pessoal

Interessante quando as religiões oferecem aos seus fieis a oportunidade de refletirem sobre aquilo que estão fazendo de errado e oferecem o perdão divino como conforto e consolo para aqueles que se culpam e carregam sentimentos tão ruins dentro de si.
Gostei do culto, já conhecia e sempre que posso dou uma passada por lá. Gosto muito do som, pois são músicos bem treinados e as mensagens sempre são positivas.
Quanto mais você se envolve, de mente aberta com a religião, mais experiências positivas você vai tendo, pois o que verdadeiramente é importante é extrair aquilo que pode te acrescentar e te fazer uma pessoa melhor.

Muita Paz,
José Assis.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Espiritismo - Reunião de Psicografia

Bom dia/Boa tarde/Boa noite!

Como vai querido(a) leitor(a)?


Hoje quero relatar uma experiência espiritual fantástica ao qual experimentei no dia 26/03/2017 no Grupo Espírita Seara de Deus, no Janga - Paulista/PE, em uma reunião de psicografia.

Anteriormente já falei sobre como foi participar de uma reunião do Grupo Espírita Seara de Deus.

A reunião começou às 08h, mas desde as 5h30 já tinha gente na porta do Centro Espírita afim de pegar um lugar.

Cheguei de 06h40, as portas do centro já estavam abertas. Ao adentrar, o salão principal já estava lotado e por isso fiquei em uma sala ao lado onde acompanhei a reunião por um telão. Ao total foram três salões no Centro Espírita disponíveis para receber o público presente, que creio ter sido de um número aproximado de mil pessoas. Vale lembrar também que existiam bombeiros civis orientando as pessoas para que deixassem corredores e portas livres, para em caso de alguma ocorrência,o que graças a Deus não veio a acontecer, as passagens ficassem disponíveis.

O médium, Fernando Ben, humildemente foi de sala em sala se apresentar e pedir para que as pessoas ficassem em oração e com pensamentos elevados.

Fernando Ben é Olindense, mas mora no Rio de Janeiro e possui um projeto chamado Cartas de Fátima, onde leva consolo e esperança ao Brasil e mundo todo onde for chamado, de forma gratuita, pautado dentro da Doutrina Espírita, através de cartas psicografadas.
Para saber mais sobre o médium você pode CLICAR AQUI e conhecer sua página no Facebook, no final do texto temos o link para o site do projeto.

A reunião começou às 8h, o médium deu algumas palavras explicando sobre o seu trabalho ao qual ele não cobra nenhum valor, não distribui fichas e não tem nenhum contato prévio com as pessoas.

Existia no local pessoas de várias partes do Brasil, principalmente do Nordeste e do interior de Pernambuco. Cada um com sua dor e saudade de alguém que já partiu desta vida.


O médium sentou, fechou os olhos, se concentrou, entrou em transe e começou a psicografar. Enquanto Fernando Ben psicografava, assistíamos algumas apresentações de música por uma cantora espírita, palestras curtas e poesia de cordel.

Era nítido as pessoas se emocionando durante todo o tempo, o qual não conseguiam controlar as lágrimas, pessoas que chegavam a passar um pouco mal de tanta emoção e essas eram atendidas e levadas para tomar passe (técnica espírita de energização pela imposição de mãos) e voltavam bem melhores.

A ansiedade era grande. As pessoas esperavam as mensagens dos seus entes queridos já falecidos.

Por volta das 10h30 o médium terminou a psicografia e se dispôs a ler as cartas recebidas.
As cartas uma a uma foram lidas e a emoção tomou conta do público.
As pessoas se sensibilizavam com a dor do outro e automaticamente fazíamos um exercício de empatia.

Era impressionante a quantidade de informações que vinha em cada carta, com nomes de familiares, apelidos íntimos, número de telefone e o mais incrível, o médium não tinha tido contato com ninguém para que lhe passasse essas informações. Os familiares gritavam ao reconhecer que era o seu ente querido quem tinha mandado a mensagem, choravam por serem tocados com as palavras tão doces de cada espírito. Eu, em particular, acompanhava o desenrolar e já não conseguia me conter e minhas lágrimas rolavam banhadas em um sentimento de gratidão e felicidade ao ver as pessoas sendo confortadas e consoladas.

Além das mensagens dos parentes, o medium leu duas mensagens de dois espíritos de luz que trouxeram reflexões belissimas a todos presentes.

A reunião terminou antes do meio dia.
Tenho certeza que todos, me incluo no meio, saíram convictos de que a vida não acaba com a morte do corpo físico, que a vida continua!

Segue abaixo o vídeo desta reunião:



Para conhecer os trabalhos do médium Fernando Ben, acesse o site: http://www.cartasdefatima.com.br/

Muita Paz,
José Assis.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Congregação Cristã no Brasil

Bom dia/Boa tarde/Boa noite!

Como vai querido(a) leitor(a)?

Depois de uma pausa devido ao Carnaval que tem forte influência em Olinda e Recife, estamos retornando com as visitas nas diversas religiões existentes e em consequência disso com as postagens no nosso blog.

Nesta última quarta-feira (01/03/2017) fiz uma visita para conhecer o culto de uma religião  evangélica que se chama Congregação Cristã no Brasil (CCB). Você já ouviu falar?

Imagem relacionada
Fachada de uma Congregação Cristã no Brasil, imagem retirada da internet

Conhecida popularmente como a igreja do véu, a Congregação Cristã no Brasil já tem mais de 100 anos de história no país. Em 2010, o Censo do IBGE revelou que a Congregação Cristã é a 3ª maior denominação evangélica no Brasil, com 2,2 milhões de membros.

O primeiro ponto que faço questão de relatar sobre a minha ida a CCB foi que para saber os dias e horários dos cultos é bastante complicado, pois eles não tem placas, cartazes, não tem sites e no máximo uns pequenos blogs. Como fica perto da minha casa e é caminho para mim, sempre passo pela frente e prestava atenção nos dias que estava funcionando.Vi que as quartas e sábados abriam a noite. Imaginei que o horário deveria ser 19h e fui.
Acabou que cheguei com 30 minutos de antecedência, pois o culto começa às 19h30.
Tudo bem, sentei e esperei.

Importante ressaltar que nesta igreja existem duas entradas, uma para os homens e outras para as mulheres, devido minhas observações anteriores do funcionamento da igreja, entrei pelo lugar certo. Dentro da Congregação as mulheres sentam de um lado e os homens de outro e todas as mulheres usam um véu dentro da igreja.

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Interior de uma CCB, imagem retirada da internet

O culto começou pontualmente com um lindo hino, onde todos cantam em uníssono acompanhados de irmãos que tocam os instrumentos ao vivo. Após isso, todos ficaram de joelhos e um irmão que estava no meio da igreja fez uma oração em alta voz.
O pastor lá se chama cooperador e não recebe salário por isso, inclusive eles não cobram dízimos e fizeram questão de expor isso do púlpito com uma explicação que durou em torno de 10 minutos aproximadamente.
Em certo momento do culto, eles abrem o microfone para os irmãos da Congregação relatarem os milagres e acontecimentos em suas vidas, de forma a agradecer a Deus pelo que aconteceu. Foi um momento lindo e emocionante, onde três pessoas falaram:um senhor que devia ter seus 65, 70 anos e duas senhoras, que devia ter uns 45 anos no máximo. Os relatos foram lindos, inclusive uma das que relatavam chegou a se emocionar e chorar muito. Realmente, foi lindo ver a manifestação da fé na vida do ser humano. Interessante que eles se chamam de "irmandade" e não de irmãos ou igreja.
Na hora da leitura da Bíblia para sua devida explanação é feita de forma diferente das demais religiões, eles oram e colocam o microfone a disposição para alguém da igreja que provavelmente receberá do Espírito Santo a "Revelação da Palavra". Não é algo que eles estudam antecipadamente, escalam alguém para trazer uma mensagem, mas eles creem que se dá por revelação de Deus naquele exato momento. O cooperador começa a citar nomes de alguns dos irmãos para saber se alguém recebeu a revelação e se vai explanar. Neste dia ninguém foi, o cooperador então assumiu e trouxe uma mensagem baseada na famosa passagem da "Porta Estreita" que Jesus fala no Evangelho.
Após a explanação que durou 30 minutos, foi cantado mais uma música, em seguida uma oração final e a benção pelo cooperador. No final de tudo, os irmãos se viram para os outros e se cumprimentam com um beijo no rosto, inclusive eu fui cumprimentado por uns 4 irmãos.

Apesar de ser a terceira maior denominação evangélica no Brasil, o culto, a doutrina e práticas são diferentes das demais denominações protestantes que conhecemos. É interessante você pesquisar, visitar e conhecer sobre ela.

Muita paz,
José Assis.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Uma Pausa

Olá, querido(a) leitor(a), tudo bem?

Quero avisar a vocês que daremos uma parada no blog por um curto período de tempo devido ao carnaval. Por morar em Olinda, Pernambuco, a cidade realmente para para a folia de Momo, fica inviável fazer as visitas para os diversos Rios(religiões) durante estes dias.

Mas pode ter certeza que voltaremos com tudo na próxima semana.

Já temos na agenda diversas visitas as mais variadas religiões.

Para você ficar na expectativa, segue abaixo algumas das que já estão programadas para depois do carnaval.

Que todos tenham um ótimo carnaval, seja na folia, ou seja em retiro/acampamento espiritual!

Enquanto estamos neste intervalo, participe do blog através da enquete, envie suas perguntas, mantenha contato conosco através do box ao lado direito do blog, ou no final do blog cadastre seu e-mail para receber as atualizações do blog.

Fiquem com Deus!

Muita paz,
José Assis.

Quem sou eu

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"As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?" Mahatma Gandhi