segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Jurema Preta - Enteógeno



Olá, tudo bem?

Hoje vou contar sobre minha experiência com uma planta considerada sagrada, a Jurema Preta(Mimosa Hostillis).
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Neste sábado (13.10.18) fui juntamente com duas amigas para uma reunião de um grupo chamado "Juremeiros Libertários", nada mais é que um grupo de pessoas desvinculado de religião, que se reúnem uma vez ao mês para consagrarem a Jurema.
O local do encontro foi no bairro de Mirueira, Paulista/PE.
Chegamos por volta das 21h no ponto de encontro que já tinha aproximadamente 15 pessoas reunidas. Ficamos por lá até às 23h e de lá fomos para um local ao ar livre, amplo, isolados do centro urbano, com nossas bagagens afim de viver essa experiência.

Chegando no local, coloquei meu colchonete no chão e deixei ao meu lado minha bolsa com água, frutas, lençol, travesseiro. Eu não sabia que seria ao ar livre, não levei barraca de acampamento, então internamente rezei para que não chovesse. E não choveu. O céu ficou sempre limpo e bastante estrelado.

Por volta das 00h30 o dirigente do encontro nos convidou a fazer um circulo, todos de mãos dadas. Assim fizemos. Ele entoou alguns hinos relativo a Jurema. Uma jovem passou com um defumador por cada um de nós. Senti aquela fumacinha gostosa do defumador (adoro aquele cheiro) e pensei positivo tentando atrair toda energia boa que por ali estivesse.Em seguida, rezamos um Pai Nosso.
 O dirigente explicou e tirou algumas dúvidas sobre a Jurema e após isso fizemos 2 filas. Uma fila só para quem iria consagrar pela primeira vez e outra fila para quem já tinha consagrado antes. Como eu nunca tinha experimentado a Jurema, fiquei na fila dos novatos junto com minhas duas amigas.
Não foi servido de imediato a Jurema, mas sim um chá de Arruda da Síria. Foi nos explicado que a Arruda da Síria iria quebrar alguma coisa (não lembro o que era) que temos dentro de nós que impede a absorção do DMT (principal ativo da Jurema que provoca as visões, etc). Com esse chá da Arruda iriamos absorver uma quantidade muito maior de DMT e nosso processo seria melhor e mais forte. Ok. Tomei e o gosto era horrível, porém eles deram um pedaço de fruta pra colocar na boca logo em seguida ao tomar o chá para poder tirar o gosto amargo do chá. Fiz isso. Assim que tomei, coloquei o pedaço de abacaxi na boca e foi ótimo. Tirou o gosto do chá na hora.

Depois que tomei o chá de Arruda da Síria fiquei no meu colchonete esperando a hora de tomar o chá da Jurema. Demorou cerca de meia hora para isso acontecer e nesse tempo não tive nenhuma sensação, sentimento, visão ou nada do tipo. Enquanto estava esperando a hora de tomar o chá da Jurema, o dirigente passou de um em um oferecendo mais uma dose do chá de Arruda da Síria alegando que estava fraco a potencia dele. Pelo que vi todos tomaram mais uma dose, eu preferi não tomar. Afinal de contas tenho uma sensibilidade muito grande, não queria arriscar perder o controle ou algo do tipo.

Finalmente o dirigente nos chamou para tomar/consagrar o chá da Jurema. Fomos no mesmo esquema de fila dupla.Tomei o chá e em seguida pus um pedaço de melão na boca. Tinha levado também uma pastilha e também coloquei na boca. O chá não tem um gosto bom, ele é amargo e trava na garganta, porém ainda acho o gosto da ayahuasca pior.

Decorrido 15 minutos aproximadamente senti um embrulho no estomago e vomitei. Todos vomitaram. É bem ruim essa parte. Após o vomito, fui para meu colchonete e esperei o efeito do chá.

Os efeitos
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Senti meu corpo ficando um pouco mais fraco e sensível. Comecei a ver um índio, pra ser mais exato um pajé que estava ao meu lado. Depois vieram luzes, caleidoscópios, na minha mente. A imagem de um tigre. Meditei mais um pouco e se iniciou um diálogo interno comigo mesmo. Me vinha a mente alguns aspectos de minha vida que precisavam de certos ajustes e recebia as informações em forma de conselhos. Eu não tinha o controle dos meus pensamentos. Era automático. Eles vinham, eu analisava, na maioria das vezes concordava e refletia a respeito do assunto que eles estavam abordando, porém eu conseguia ter espaço para questionar aquela força sobre o que ela estava falando ou tirar alguma dúvida a respeito daquele assunto. Interessante. A força não era continua. Ela batia, ia embora e depois voltava.

Não sei quanto tempo demorou os efeitos em mim, mas foi menos do que nos demais. Acredito que devido a eu não ter tomado a segunda dose do chá de Arruda da Síria. Daí então o que fiz foi acompanhar minhas amigas e ver o que estava se passando com os outros.
Um rapaz atrás de mim estava deitado no colchonete e chorava muito, assim também como ria hora ou outra. Outras pessoas também choravam, alguns estavam conversando com outras e assim foi a noite. A reunião durou até às 6h.

Considerações Finais - Opinião Pessoal

A experiência com o chá é única para cada pessoa. O que posso dizer é que vale muito a pena. Eu vejo como se existisse algum controle espiritual maior pelo fato de que cada pessoa recebe aquilo que está precisando no momento. Uma de minhas amigas, por exemplo, teve uma experiência profunda que está provocando a mudança de pensamentos e sentimentos dela para melhor. Lá ela conseguiu tirar algumas dúvidas e saiu com muito amor e fé no coração. Posso te garantir que mal não vai fazer a não ser a parte de ter que vomitar, mas isso é rápido e momentâneo. Fora isso, é só bençãos.
Existem muitos caminhos para se chegar a Deus e não vale a pena o julgamento sem ter a experiência necessária para formar uma opinião. Quando se sentir preparado(a), vá! Você só tem a ganhar.

Segue abaixo um vídeo de um relato de experiência com o chá da Jurema:
 


Muita Paz,
José Assis.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Eu voltei!

Olá, leitores e leitoras do blog.
Tudo certinho?

Faz um bom tempo que não faço nenhuma postagem para esse blog. Confesso que o abandonei e inclusive pensei em excluí-lo, porém repensei e levarei adiante este projeto como um hobby de luz em minha vida.

Voltarei a relatar minhas experiências nos diversos rios para Deus que são as religiões, ensinamentos, práticas, que nos ajudam na conexão com o divino.

Próximo sábado irei participar de um ritual de Jurema. Jurema é o nome de uma planta de poder, considerada como enteógena. Irei relatar tudo como foi e falarei mais sobre essa planta na próxima postagem. Com certeza será uma experiência incrível! Aguardem!


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Muita paz,
José Assis.

domingo, 23 de julho de 2017

Liberdade Religiosa

Frente as múltiplas religiões que existem em nosso planeta, cada pessoa precisa ter a liberdade de escolher aquela que mais se identifique e que lhe faça bem.
A partir do momento que procuro impor minha religião para outra pessoa, estou ferindo o direito de liberdade religiosa dela.
Deixar com que o outro escolha sua religião é nossa obrigação, pois não podemos decidir por ninguém.
Atualmente vivemos tempos difíceis no qual a violência assola grande parte da humanidade. No oriente médio ficamos assustados ao saber e ver as desgraças que os muçulmanos radicias fazem, verdadeiros atos de terrorismo que estão embasados em suas crenças. Não podemos generalizar acusando todos muçulmanos de compactuarem com o que esses extremistas fazem, mas devemos reprovar toda ideia e pensamento de ódio.
No ocidente, vemos Evangélicos extremistas querendo impor sua fé a todos e por conta disso interferindo no livre arbítrio de tantos que pensam e creem diferente deles.
Esta semana vimos se desenhar no nosso querido Brasil um cenário de pura intolerância religiosa, onde um terreiro de candomblé está sendo privado de realizar seus cultos e tendo que seguir algumas regras e limites imposto por uma justiça que aparenta ser cega para a própria constituição. Este terreiro só pode realizar seus cultos dias de quarta-feira e em apenas um sábado no mês, com o detalhe de só poder usar um atabaque. Absurdo! Em pleno século XXI termos que assistir a isso.
http://justificando.cartacapital.com.br/2017/07/20/justica-impoe-regras-para-cultos-de-candomble-em-mg/

Cito apenas essas duas religiões, mas não as comparo, porém é importante percebermos que todo ato de desamor nos afasta do Criador.

O respeito deve estar acima de suas crenças. Se cada pessoa procurasse praticar a empatia, se colocando no lugar do outro, de certo que viveríamos numa sociedade mais pacifica.
Não consigo entender o motivo que motivam certos grupos religiosos a invadirem os espaços de outros para praticar insanidades, desrespeitando a fé alheia.

Venho aqui, através deste blog que criei com a intenção de relatar minhas experiências nos diversos caminhos a Deus, chamados de religiões, pedir mais paz, mais amor, mais respeito e acima de tudo mais liberdade e tolerância religiosa!

Muita paz!
José Assis

domingo, 9 de julho de 2017

Deeksha - Bênção da Unidade

Olá, querido(a) leitor(a)!

Faz um tempo que não posto nada no blog, mas hoje estou voltando a publicar porque tive uma experiência bem legal com uma técnica/prática chamada Deeksha.

Deeksha é uma técnica de transmissão de energia através da imposição das mãos. Surgiu na Índia através de Sri Amma e Sri Bhagavan. Para saber mais sobre a Deeksha, CLIQUE AQUI!

Este blog é um blog de religião. O Deeksha não é uma religião, mas como é uma pratica espiritualista, vou descrever como foi a experiência.

O local se chama "Recanto do Ser" e foi no dia 27 de junho de 2017. O Recanto do Ser fica localizado na rua Costa Pinto, número 119, bairro Encruzilhada, Recife/PE.
A roda (como chamam as sessões) começou às 19h30. O ambiente é super agradável, com música de fundo instrumental, sons da natureza, músicas para relaxar, incenso acesso... As pessoas chegavam e já tiravam os sapatos. Fiz o mesmo, claro.

Entramos em uma sala, com cadeiras, um tapete ao centro, um altar no canto da parede e duas mulheres conduziram toda a sessão.

Primeiro explicaram o que é o Deeksha;
Segundo leram um texto de reflexão, que falava sobre a importância de nos conectar com o Aqui e o Agora.
Terceiro soltaram o som de um mantra, que é bem conhecido "OM" e fizemos uma meditação de 30 minutos.
Após a meditação, falaram sobre a "Intenção", que no caso seria você fazer um pedido a Deus e a Deeksha iria atuar na realização, após essa "Intenção" começou a aplicação do Deeksha.


Você ficava sentado na cadeira, com a coluna ereta, de olhos fechados se concentrando, a pessoa que ministrava a benção do Deeksha ficava na sua frente em pé, fazia uma imposição de mãos sobre sua cabeça que durava em torno de 6 a 10 minutos e depois se dirigia a pessoa ao lado. Pronto, você tinha acabado de receber a Deeksha. Logo após o recebimento desta benção, fomos convidados, quem quisesse, a deitar no tapete de "papo pra cima" para meditar. Eu deitei. Depois da Deeskha aplicada em todos os participantes, foi dado a oportunidade para cada um relatar como foi sua experiência e após isso todos se abraçaram e foram embora.

Opinião Pessoal

Achei bem agradável essa experiência, senti uma leveza e uma paz, creio ser devido ao silêncio do ambiente e a concentração. Não foi uma experiência que me desse vontade de repetir, mas foi interessante perceber mais uma vez que várias pessoas trabalham de diversas formas e maneiras para proporcionar bem estar a outros.

Página no Facebook do Recanto do Ser:
https://www.facebook.com/recantodoser/


Muita Paz,
José Assis

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Candomblé - Nação Xambá

Olá, querido(a) leitor(a)!
Tudo bem?

O relato de hoje é sobre uma visita que fiz a um terreiro de candomblé, da nação Xambá. A sua localização fica na Rua Severina Paraíso da Silva, 65 - Portão de Gelo, São Benedito - Olinda (PE).
O dia era um domingo de sol, 23 de abril de 2017 e a reunião começou às 16h.
A primeira regra era bem clara: Ninguém pode usar roupa preta; O homem deve se vestir de calça e a mulher de saia ou vestido abaixo do joelho.

O salão estava lotado. Mal eu cabia no ambiente, o calor era intenso, mas suportável. Fiquei perto da janela pra tentar sentir um vento fresco vindo de fora, mas foi difícil.

Apesar de bem arrumada, o salão principal era simples. Possuía bastantes imagens, quadros nas paredes, o chão estava com folhas de alguma planta, que não faço ideia de qual seja. 
O nome do babalorixá (pai de santo) é Ivo. Ele quem comandou boa parte da reunião daquele dia. O culto, ou toque - como é mais conhecido e chamado pelos devotos - era direcionado a Ogum e Odé.

O babalorixá deu alguns pequenos avisos e foi dado inicio ao toque. 
A ritualística não era difícil de entender. Eles cantavam o tempo todo músicas para os Orixás - entidades espirituais das religiões de matrizes africanas. Vi chamarem de "Louvação aos Orixás". Entendi que eles estavam louvando a cada entidade. Cada música era cantada ao som de atabaques e tambores e as letras das músicas eram em um idioma africano. Eu não fazia a menor ideia do que falavam, mas o público parecia entender, pois acompanhavam as músicas e todos cantavam juntos e em uníssono. Incrível. Todo um culto em uma língua sem ser o português. Lembrei da época colonial no Brasil e imaginei o padre rezando a missa em latim e as pessoas atrás sem entender. Lá estava eu sem entender uma virgula do que era falado.

Como o culto era dedicado a Ogum e Odé, os primeiros Orixás a receberem louvor foram eles. Primeiro Ogum, depois Odé. Primeiro, o pai de santo chamou todos os filhos e filhas de Ogum para o meio do salão, cada um se abaixou, colocou a mão no chão e pareciam ficar concentrados. Começaram todos a cantar e alguns daqueles filhos e filhas do santo (orixá Ogum) começaram a receber (incorporar) as entidades. Outros irmãos tiravam as correntes, pulseiras, anéis, etc da pessoa que estava recebendo o santo e após isso a entidade ficava livre para se manifestar. Quando incorporavam eles dançavam freneticamente, de forma bastante abrupta. A entidade cumprimentava várias pessoas que lá estavam. Percebi que os Orixás que estavam incorporados não falavam português. A maioria gritava, grunhia, falava uma ou outra palavra em um dialeto desconhecido para mim. Acredito que tenha durado de 15 a 20 minutos cantando para cada um desses dois principais Orixás - Ogum e Odé.

Após os dois principais receberem louvor, fez-se um circulo com os filhos e filhas de santo e começaram a cantar a cada Orixá de seu panteão, que no total são 14. E assim que cantavam, as entidades iam se manifestando nos fiéis. A reunião acabou por volta das 21h. Um total de aproximadamente 5h de culto.


Já perto do final, chamavam as pessoas para se alimentarem. Numa outra sala. Onde tinha bolo, salgados, munguzá, refrigerante, etc. Eu não comi nada. Não estava interessado.

Após o fim do culto, deixei o salão e retornei ao meu lar.

Para quem quiser conhecer a interessante história do Xangô Nação Xambá só é assistir o documentário abaixo:


Para quem tem interesse segue o link do site deles: http://www.xamba.com.br/

Opinião Pessoal

Daria pra falar vários outros detalhes da reunião, mas não são fundamentais.
Em resumo, o culto era o tempo todo com música, as entidades se manifestando, com dança e cantoria. Apenas isso.
Particularmente, achei bastante cansativo. Fiquei em pé o tempo todo sem ter onde me sentar. Não entendia a linguagem deles. Não aprendi nada que pudesse me ajudar no processo de melhoria, de reforma íntima. Mas fiquei feliz em ver o tamanho da fé que aquelas pessoas tinham.
Respeito muito toda manifestação de fé desde que não faça mal a alguém.
Pretendo em outro momento retornar afim de ter uma segunda experiência e aí relato aqui no blog novamente.

Muita paz,
José Assis

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"As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?" Mahatma Gandhi